Lei nº 15.394/2026: como o novo regime tributário pode impulsionar a reciclagem e transformar a gestão de resíduos no Brasil
- Marcos Rodrigues

- há 3 dias
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Introdução
A sanção da Lei nº 15394/2026, sancionada em abril, representa um avanço importante para o setor ambiental brasileiro, especialmente para a cadeia de reciclagem.
Ao melhorar o regime tributário de PIS/COFINS para materiais recicláveis, a nova legislação atua diretamente em um dos principais desafios históricos da economia circular: a viabilidade econômica.
Mais do que um ajuste fiscal, trata-se de um movimento estratégico que pode redefinir a forma como empresas e o mercado enxergam os resíduos.
O desafio da reciclagem no Brasil
Apesar do alto potencial, o setor de reciclagem no Brasil sempre enfrentou limitações estruturais, como:
baixa competitividade frente à matéria-prima virgem
custos operacionais elevados
pouca integração entre os elos da cadeia
informalidade em parte do setor
Na prática, isso fez com que a reciclagem, muitas vezes, fosse ambientalmente necessária — mas economicamente limitada.
O que muda com a Lei nº 15.394/2026
A nova legislação melhora as condições tributárias aplicáveis aos materiais recicláveis, reduzindo distorções e criando um ambiente mais favorável ao setor.
Entre os principais impactos esperados:
aumento da competitividade dos recicláveis
estímulo à industrialização da cadeia
fortalecimento da economia circular
atração de novos investimentos
Esse movimento tende a equilibrar a relação entre matéria-prima virgem e material reciclado.
Economia circular: da teoria à prática
A economia circular propõe a reinserção de resíduos no ciclo produtivo.
Mas, para isso acontecer em escala, existe um fator essencial:
👉 viabilidade econômica
Com a nova Lei, esse cenário começa a evoluir.
Reciclar deixa de ser apenas uma decisão ambiental e passa a ser uma decisão estratégica.
Impactos para empresas e geradores de resíduos
A mudança regulatória tende a gerar reflexos diretos para empresas que geram resíduos sólidos e efluentes líquidos:
maior valorização da destinação correta
aumento da exigência por rastreabilidade
fortalecimento da gestão de fornecedores
oportunidades de redução de custos
Empresas estruturadas terão vantagem competitiva.
⚠️ O ponto de atenção: reforma tributária
Apesar do avanço representado pela Lei nº 15.394/2026, existe um fator relevante que precisa ser considerado:
👉 o cenário da reforma tributária no Brasil
Com a transição para um novo modelo de tributação sobre consumo (como IBS e CBS), regimes específicos ligados a PIS e COFINS tendem a ser revistos, substituídos ou incorporados.
Isso levanta uma questão estratégica:
Os incentivos criados pela Lei atual podem ser impactados, reduzidos ou até descontinuados ao longo da transição tributária.
O que isso significa na prática
Para empresas e investidores, isso gera três pontos de atenção:
Janela de oportunidade
A Lei cria um incentivo imediato que pode ser aproveitado no curto e médio prazo.
Risco regulatório
Mudanças futuras podem alterar a lógica atual de incentivo.
Necessidade de estratégia
Projetos de economia circular não devem depender apenas de benefícios fiscais, mas sim de eficiência estrutural.
Oportunidades para o setor ambiental
Para empresas como a DMB, o cenário reforça uma tendência importante:
👉 resíduos passam a ser ativos estratégicos
Isso amplia possibilidades de:
compostagem de resíduos orgânicos
valorização de subprodutos
integração de cadeias produtivas
desenvolvimento de novos modelos de negócio
Impacto social e econômico
A cadeia da reciclagem tem impacto direto na geração de emprego e renda.
Com incentivos corretos, é possível:
fortalecer cooperativas
promover inclusão produtiva
desenvolver economias locais
ampliar a formalização do setor
Conclusão
A Lei nº 15.394/2026 representa um avanço importante ao alinhar sustentabilidade e economia.
No entanto, seu impacto deve ser analisado dentro de um contexto maior de transformação tributária no país.
Reflexão final
Mais do que discutir incentivos, o momento exige visão estratégica.
Porque o cenário está mudando — e rápido.
👉 A pergunta que fica é:
Sua empresa está preparada para aproveitar essa janela de oportunidade…e ao mesmo tempo se adaptar às mudanças que ainda estão por vir?







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